MERCADOS
Os Mercados e suas Flutuações por um renomado Analista.
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Real forte mesmo com déficit externo. 23.04.2010
Eduardo Campos – Valor Econômico
O déficit em conta corrente, que atingiu US$ 12,14 bilhões no primeiro trimestre, marcando o pior resultado em 63 anos, não deve ser uma barreira à valorização do real. Pelas contas da consultoria LCA, esse resultado negativo deve ser equilibrado no decorrer do ano pelas maiores exportações, investimento estrangeiro direto (IED) e ingressos para investimentos em carteira (ações e dívida). Com isso, a oferta de dólar seguirá maior do que a demanda, o que tende a manter a taxa de câmbio oscilando dentro da faixa de R$ 1,70 a R$ 1,80 até o final deste ano. A expectativa da LCA é de que o dólar encerre o ano na casa de R$ 1,75.
O economista-chefe do Banco Safra de Investimentos, Cristiano Oliveira, também acredita que o real deva continuar valorizado, mas considerando um horizonte mais dilatado de tempo, os passivos externos tendem a tirar força da moeda brasileira. O ponto a ser considerado é a variação no câmbio real, que depende de duas variáveis. A primeira são os termos de troca, relação obtida pela divisão dos preços dos bens exportados pelos preços dos bens importados pelo país. Nesse ponto, o Brasil está bem posicionado, já que quase tudo o que exportamos, como minério de ferro, celulose e outras commodities, está subindo de preço, enquanto os produtos que importamos estão com preços decrescentes ou subindo muito pouco. O resultado disso é um termo de troca favorável à moeda brasileira, que ganha valor.
O segundo componente que influencia a dinâmica do cambio real é a variação do passivo líquido externo. E é esse ponto que pode limitar a alta do real no médio prazo ou até mesmo provocar sua depreciação. “É um sistema de ‘feedback’ negativo .O cambio real tem que depreciar para corrigir esse déficit”, explica. Segundo Oliveira, a causa desse déficit externo é o diferencial de crescimento do Brasil com o restante do mundo. Esse crescimento da economia local é resultado do elevado consumo doméstico e dos investimentos. É aqui que as contas externas esbarram na taxa de juros. “Para minimizar a piora do resultado em conta corrente é necessário desacelerar o ritmo de crescimento da absorção doméstica, elevando a taxa de juros real que, seguramente, está abaixo da neutra”, diz o especialista, ressaltando que tal dinâmica é mais importante no longo prazo.
Olhando agora para a curva de juros futuros, recentes declarações feitas pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, tiraram um pouco de força das apostas de alta de 0,75 ponto percentual na Selic. No entanto ainda não há consenso sobre qual será a decisão da semana que vem. Segundo o economista-sênior do BES Investimentos do Brasil, Flávio Serrano, a fala de Meirelles sinalizou que o BC não foi surpreendido pelo crescimento e pela inflação do primeiro trimestre, o que reforça a ideia de que a programação original será mantida. “Mantemos a previsão de alta de meio ponto por conta da sinalização do BC. Agora, não temos dúvidas de que o mais eficiente seria o 0,75 ponto”, pondera o economista, lembrando que uma medida mais enérgica por parte do BC ajudaria a combater de forma mais eficiente a deterioração de expectativas.
Eduardo Campos é repórter de mercado financeiro
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Bom dia! 22.04
Jogo rápido:
A revisão do déficit fiscal grego de 12,7% para 13,6% do PIB em 2009 traz bastante incerteza aos mercados e provoca uma forte realização nos principais ativos de risco.
Os preços das commodities (matérias primas) caem cerca de 1,35%, enquanto o petróleo cede quase 1%.
As bolsas na Ásia já tinham fechado no campo negativo antes mesmo desta notícia. As quedas foram justificadas por fatores locais (restrição ao crédito imobiliário na China) e outras por força de realização de lucros. Tóquio cedeu 1,27%, Hong Kong perdeu 0,26% e Xangai caiu 1,1%.
Na Europa o movimento chegou a ser positivo na abertura, mas logo reverteu o sentido e as bolsas passaram a operar no vermelho. Agora Londres cai 1,03%, Paris perde 1,36% e Frankfurt cai 1,07%.
O Euro também sofre com as notícias da piora da situação fiscal da Grécia e cai 0,45%, cotado a USD 1,33299.
Por aqui a BOVESPA abriu em queda e assim continua até o momento. Agora o índice paulista perde 1,60% de seu valor e é cotado a 68.212,34 pontos.
Nos EUA as bolsas devem abrir em queda superior a 0,50%,a companhando o mau-humor externo e desprezando dados positivos daquela economia, conforme divulgação ocorrida nesta manhã. O índice de preços ao produtor subiu 0,7% (esperado era de +0,4%) e o número de pedidos de auxílio-desemprego ficou como o esperado: – 24 mil.
O Dólar abre em alta de 0,30% e já é cotado a R$ 1,762, seguindo o movimento de aversão ao risco.
Os contratos de juros futuros parecem não serem afetados por todo este movimento e operam emleve queda. Agora o DI Jul10 vale 9,38%, o DI Jan11 vale 10,69%, o DI Jan12 vale 12,08% e o DI Jan13 que vale 12,63%.
Bons Negócios!
Bom Dia! 20.04
Jogo rápido:
O dia amanhece com uma menor aversão ao risco a partir da melhora do sentimento econômico alemão e de bons resultados da Novartis.
O lucro líquido do banco Goldman Sachs (GS) superou os USD 3 bilhões no 1º trimestre deste ano, representando um crescimento de 91% em relação ao mesmo período em 2009. Mesmo sob investigações da autoridade de valores mobiliários dos EUA (SEC), o resultado da GS contribui para melhora no humor do mercado nesta véspera de feriado no Brasil.
Junto com os dados corporativos positivos, o barril do petróleo e o índice de commodities CRB sobem mais de 1% no dia de hoje.
Na Ásia as bolsas de valores fecharam em sentidos opostos após a autoridade monetária indiana subir a taxa de juro básico em 0,25 pp.
Tóquio caiu 0,07% e Xangai perdeu 0,03%. Hong Kong subiu 1,02%
Na Europa o movimento é fortemente positivo, recuperando parte das perdas observadas desde 6ª feira. Londres ganha 1,1%, Paris sobe 1,46% e Frankfurt sobe 1,64%, ajudada pelo número positivo sobre o sentimento daquela economia.
O Euro tinha se recuperado frente ao dólar, mas agora volta a ceder e vale USD 1,3459, ou queda de 0,23%.
A BOVESPA fechou o pregão de ontem em queda de 0,47% (3ª seguida) aos 69.097 pontos. A queda só não foi maior por conta da valorização das ações da Petro que subiram 1,82% no pregão de ontem.
Hoje o índice paulista chegou a subir quase 1% na abertura, mas agora devolve parte da alta e sobe 0,44%, aos 69.400 pontos.
O Dólar parece não ter força para se sustentar muito acima de R$ 1,765 e terminou o dia de ontem em queda de 0,39%, cotado a R$ 1,754.
Hoje a moeda norte-americana segue desvalorizada e vale R$ 1,751, ou queda de 0,20%.
Nos EUA o Dow Jones ganhou 0,67% e o S&P 0,45% no pregão de ontem.
Hoje os mercados seguem operando no campo positivo ajudados por balanços corporativos com resultados positivos. Agora o DJ sobe 0,21% e o S&P 0,51%.
O único destaque na agenda do dia fica por conta da divulgação do IPCA_15 de abril que desacelerou para 0,48%, apresentando deflação de mais de 3% no preço dos combustíveis.
A melhora no índice tira a pressão por um aumento maior que 0,75pp na SELIC, como deve ser anunciado na próxima reunião do COPOM na quarta que vem (28/04).
Os contratos de juros futuros trabalham estáveis após a divulgação do IPCA-15. Agora o DI Jul10 vale 9,43%, o DI Jan11 vale 10,74%, o DI Jan12 vale 12,05% e o DI Jan13 vale 12,51%.
Bons negócios!
Bom dia! 16.04
O pregão desta quinta-feira foi marcado pela atuação do BC no mercado de câmbio. Depois de quase três anos a autoridade monetária promoveu um leilão duplo de compra de divisas norte-americanas. A ação inesperada veio junto com uma forte apreciação do Real que chegou a cotação mínima de R$ 1,734. Depois de comprar divisas às 12h30 e às 15h30, o Dólar subiu a R$ 1,752, nível em que ficou até o fechamento.
Como diria um “trader” amigo meu, muita gente foi pega de calças nas mão, pois tudo levava a crer que a moeda norte-americana iria romper o patamar de R$ 1,7300 e as posições vendidas iam se intensificando ao longo do dia à medida que novas captações externas eram anunciadas (Bradesco, Votorantim, Itaú e República Federativa do Brasil), além da elevação da curva de juros local que só instiga (ainda mais) os especuladores a fazerem as famossa operações de “carry-trade”. O carry-trade é uma operação de arbitragem onde o investidor toma recursos no exterior a juros próximos de ZERO% e aplica em países que concedem um enorme prêmio de risco em suas taxas de juros locais, como o Brasil. Mesmo assumindo o risco cambial, o retorno é excepcional, fazendo com que a apreciação da moeda local seja mais acentuada.
O cuidado que os participantes devem ter é que este é o famoso “smart money”, ou seja, é o primeiro a ir embora quando tivermos um sinal de aversão ao risco.
De todas as maneiras vai um recado importante: a posição cambial dos estrangeiros é VENDIDA em mais de USD 2,5bi, ou seja, apostam em valorização do Real. Por outro lado, o BC deu sinais de que vai lutar bravamente para administrar este movimento de valorização acentuada da nossa moeda por força do fluxo de ingresso de capitais. Façam suas apostas! A minha é que a moeda deve ficar entre R$ 1,72 e R$ 1,78 pelos próximos dias!
O Dow Jones teve mais um dia positivo, motivado pelos bons dados corporativos referentes ao 1º tri de 2010. O índice subiu 0,19% e chegou aos 11,144 pontos. Já o S&P ganhou 0,08% em dia de realização de lucros.
A BOVESPA foi na contramão dos outros mercados e apurou queda de 0,72% (70.524,35 pontos) com destaque de alta para ações da OGX (+1,82% e de queda para Petro (-1,90%).
Hoje os mercados da Ásia operaram em forte queda, após análise do relatório de emprego nos EUA divulgado ontem (pedidos de auxilio-desemprego aumentaram em 24 mil postos) e com a determinação das autoridades chinesas em conter a expansão do crédito, principalemnte no setor imobiliário, onde o investimento especulativo é crescente.
Tóquio caiu 1,52%, Xangai perdeu -1,10% e Hong Kong – 1,32%.
Na Europa o movimento é “menos negativo” a partir de dadosmais positivos sobre a balança comercial na Zona do Euro, que saiu de déficit para superávit (EUR 2,6bi) em fevereiro. Londres cai 0,17%, Paris perde -0,25% e Frankfurt -0,09%.
O Euro perde 0,49% de seu valor e é cotado a USD 1,3507 em dia de aversão ao risco!
Por aqui a BOVESPA abre em queda de 0,57% acompanhando o movimento das demais bolsas internacionais e dos futuros em NY que cedem 0,25%, em média.
Como “gato escaldado tem medo de água fria”, o Dólar abre em alta de 0,23% e é cotado a R$ 1,754. Por enquanto é cedo para medir forças entre fluxo de entrada e apetite do BC na compra de dólares, mas hoje o dia promete mais emoções!
Acabam de sair dados de moradia nos EUA. Se por um lado o número de permissões para novas construções subiu 7,5% em março (expectativa era de queda de 0,5%), o número de obras residenciais iniciadas em março subiu apenas 1,6% (expectativa era de alta de 6,1%).
Ainda teremos o Sentimento do Consumidor medido pela Univ. de Michigan e a divulgação de balanços corporativos importantes como G&E e BankOfAmerica.
Os contratos de juros futuros também passaram por um forte movimento de alta ontem em virtude de acionamento de limitador de perdas (stop loss) para aqueles que estavam vendidos nas curvas mais longas. Agora o DI Jul10 vale 9,39%, o DI Jan11 vale 10,72%, o DI Jan12 vale 12,01% e o DI Jan13 que vale 12,49%.
Bom Final de Semana e Bons Negócios!
Bom dia! 15.04
Ontem os mercados trabalharam no campo positivo após a divulgação de balanços corporativos nos EUA (JP Morgan e Intel) e com novos dados positivos sobre aquela economia. As vendas no varejo subiram 1,6% em março, enquanto a inflação ao consumidor ficou em 0,01%, ou seja, sob controle. A expectativa com um bom número de crescimento chinês também animou os mercados no pregão desta quarta-feira.
O Dow Jones subiu 0,95% e o S&P ganhou 1,12%. Já o IBOVESPA retornou à casa dos 71 mil pontos ao subir 0,34% e terminar o dia cotado a 71.034,85 pontos.
O Dólar teve mais um dia de queda, bastante influenciado pelo fluxo positivo de capital estrangeiro, que se intensifica via ofertas públicas de ações (iniciais ou secundárias) e também com a alta na curva de juros futuros a partir de uma pressão inflacionária que cresce junto com a expansão da economia. As captações externas de bancos brasileiros via emissão de “bonds”, também contribui para a apreciação do Real.
Ontem a divisa norte-americana chegou perto de romper a casa dos R$ 1,74, mas terminou o dia cotada a R$ 1,747, com queda de 0,57%.
Hoje o mundo Ocidental amanhece com a notícia de que a China cresceu “apenas” 11,9% no 1º trimestre de 2010, superando as expectativas dos analistas de um crescimento de 11,7%. Já a inflação ao consumidor chinês ficou em 2,4%, abaixo do previsto pelos analistas (2,6%), ou seja, o crescimento acelerado ainda não causa pressões inflacionárias e reduz o risco de um maior aperto monetário naquela egião.
As bolsas asiáticas fecharam em sentidos distintos, sendo que a de Tóquio e Hong Kong pegaram carona no otimismo observado ontem nas bolsas norte-americanas e a de Xangai caiu com realização de lucros.
Tóquio ganhou 0,61% e Hong Kong +0,16%. Xangai caiu 0,04%.
Na Europa o clima é um pouco mais tenso a partir do pedido que a Grécia fez à União Européia (EU) e ao FMI para discutir detalhes sobre o pacote de ajuda oferecido por estes caso os gregos venham a precisar de socorro.
De todas as maneiras as bolsas reagem bem aos dados da China e Londres sobe 0,23%, Paris +0,18% e Frankfurt cede 0,02%.
O Euro perde 0,79% de seu valor e é cotado a USD 1,3546.
Acabam de sair dados de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA. O número de pedidos aumentou em 24 mil, quando a expectativa era de queda de 15mil.
Outro dado que acabou de ser divulgado foi o Empire State Index, que mede a atividade manufatureira na região de Nova Iorque. O índice surpreendeu ao subir de 22,9 em março para 31,9 em abril.
Ainda assim os futuros em NY mostram alguma realização no mercado acionário e as bolsas em Wall Street apontam para abertura em queda de 0,15%.
Por aqui o IBOVESPA abre em queda de 0,24% mostrando que o investidor pode estar com menor apetite ao risco e realizando algum lucro obtido no dia de ontem.
O Dólar abre em estabilidade e é cotado a R$ 1,749, com leve tendência de alta por força da desvalorização do Euro e da cautela com a Grécia, mas os dados nos EUA podem fazer com que o movimento de queda volte a predominar no dia de hoje.
No front local o índice de inflação IGP-10 de abril subiu 0,63% contra os 1,1% em março, mas ainda assim ficou acima do esperado pelos analistas (0,52%). O crescimento acelerado da economia e a inflação em alta deixa mais nítida a alta dos juros na próxima reunião do COPOM e a possível necessidade de manter um aperto monetário por mais tempo que o esperado. Com isso a curva de juros futuro fica mais inclinada, apresentando alta nas taxas dos principais contratos negociados na BM&F.
Agora o DI Jul10 vale 9,395% (+0,03pp), o DI Jan11 vale 10,70% (+0,03pp), o DI Jan12 vale 11,95% (+0,06pp) e o DI Jan13 que vale 12,37% (+0,06pp). Este último pode apresentar uma boa oportunidade de venda perto dos 12,45%!
Bons Negócios!
Bom dia! 13.04
Esta segunda-feira foi marcada por movimentos distintos nos principais mercados. Enquanto asbolsas dos EUA subiam na expectativa de que a safra de balnços corporativos do 1º trimestre de 2010 venha com dados positivos, a BOVESPA cedia mais uma vez por força de realização de lucros e indefinições acerca da capitalização da Petrobrás, cujas ações lideraram o movimento do índice paulista.
O Dow Jones superou a barreira dos 11 mil pontos pela 1ª vez em 16 meses e fechou o pregão de ontem com alta de 0,08%, aos 11.005 pontos. O S&P subiu 0,18%, chegando aos 1.196 pontos. A BOVESPA perdeu 1,12% e encerrou o pregão cotado a 70.614,36 pontos, mais uma vez deixando claro que o nível de 72 mil pontos é muito forte.
O Dólar teve mais um dia de queda frente ao Real, movimento que também foi observado frente às outras moedas. Por aqui a “verdinha” perdeu 0,96% de seu valor encerrando o pregão cotada a R$ 1,757 no mercado de balcão.
Hoje na Ásia as bolsas operam com humores diferenciados. Na China, após divulgação de dados da economia, os temores de um aperto monetário diminuíram e levaram os investidores às compras na bolsa de Xangai que subiu 1%. Já em Hong Kong, a realização de lucros deu o tom do dia, onde o índice Hang Seng fechou em queda de 0,16%. Em Tóquio os investidores agiram com cautela no aguardo dos dados corporativos nos EUA, principalmente da Intel. O Iene valorizado também foi um sinal de aversão ao risco e ajudou o índice Nikkei a encerrar o pregão de hoje em queda de 0,81%.
Na Europa o movimento também é de cautela onde as principais bolsas operam em queda. Londres perde -0,24%,Frankfurt -0,25% e Paris -0,01%. O Euro opera em estabilidade e é cotado a USD 1,35911.
Os futuros em Nova Iorque apontam para abertura das bolsas em Wall Street em leve queda de 0,10%, também esperando o presidente do FED (BC dos EUA), Ben Benrnanke, que irá discursas no Congresso norte-americano para falar sobre o quadro econômico, devendo enfatizar a recuperação daquela economia, mas ao mesmo tempo apontando para o baixo risco de pressão inflacionária, no momento.
O IBOVESPA futuro é negociado na BM&F a 70.890 pontos com alta de 0,41%, mostrando sinais de alguma recuperação no pregão de hoje.
O Dólar abre em estabilidade, mas suscita dúvidas em relação à sua trajetória. Alguns analistas apontam o patamar de R$ 1,73 como próxima “parada” da moeda norte-americana e apostam que uma intervenção de “peso” por parte dos “chapas brancas” (BB, Fundo Soberano, etc) só viria quando a moeda encostasse nos R$ 1,70. O que não se pode negar é que existe um bom prêmio de risco nos títulos públicos federais, excelente oportunidade de investimentos via IPO’s (ofertas públicas iniciais de ações), bem como interesse dos Private Equities (fundos de investimentos privados) em adiquirir negócios no Brasil. Resumindo, fluxo, mais fluxo, mais fluxo… de entrada, é claro!
Os contratos futuros de juros passam por aquilo que analistas mais técnicos gostam de chamar de “congestão lateral”, ou seja, não saem mujito de um intervalo por um bom tempo. O DI Jul10 vale 9,32%, o DI Jan11 vale 10,54%, o DI Jan12 vale 11,75% e o único que deu uma descolada nos últimos dias foi o DI Jan13 que vale 12,14%, após ficar um bom tempo abaixo de 12%.
A agenda do dia é mais fraca com destaques para os dados de balança comercial e discurso de Bernanke nos EUA.
Bons Negócios!
Bom dia! 12.04
Depois de uma semana de visitas pelo Sul do Brasil, aqui estou eu tentando compartilhar algumas informações de mercado com vocês!
O final da semana passada foi marcado por otimismo nas bolsas norte-americanas e realização na Bovespa.
Empurradas por bons resultados corporativos e por dados positivos da maior economia do mundo, o Dow Jones e o S&P subiram cerca de 0,65% na 6ª passada. Estoques mais robustos no atacado e vendas deste mesmo segmento atingindo o maior nível nos últimos 16 meses motivaram as compras em Wall Street.
Já a Bovespa continua respeitando o nível dos 71 mil pontos e teve mais um dia de realização (leia-se adequação de portifólios), terminando o último pregão da semana passada com queda de 0,51%, aos 71.417,27 pontos.
O Dólar perdeu 0,22% na 6ª (R$ 1,772), mas no acumulado da semana ganhou 0,23%. No mês a moeda norte-americana ainda perde 0,45%.
Ontem em Bruxelas foi anunciado o pacote de ajuda à Grécia. Serão 30 bilhões de Euros vindoa da União Européia (EU) mais 10 bilhões de Euros vindos do Fundo Monetário Internacional (FMI). NO entanto, o pacote pode chegar a EUR 80 bi em até 36 meses.
A notícia não traz tanta euforia para os mercados europeus que operam muito perto da estabilidade, mas a moeda dauela Comunidade se fortalece. Agora o Euro sobe 0,6% e vale USD 1,3576.
As bolsas na Ásia terminaram o pregão de hoje em sentidos distintos com a crescente preocupação de que Pequim irá aumentar o aperto monetário na China. Tóquio subu 0,42%, enquanto Hong Kong caiu 0,32% e Xangai cedeu 0,51%.
O Dólar acabou de abrir e é cotado a R$ 1,768, queda de 0,4%.
O índice Bovespa futuro sobe 0,30% na BM&F.
Hoje pela manhã saiu a pesquisa semanal FOCUS realizada pelo BC, onde os principais destaques foram:
- Dólar: Para 2010 segue mantido em R$ 1,80; Para 2011 se mantém em R$ 1,90;
- Selic: Estável em 11,25% para 2010 e sobe para 11,25% em 2011;
- Inflação: O IPCA para 2010 sobe mais uma vez e vai a 5,29% e para 2011 sobe a 4,80%;
- PIB: expansão em 2010 sobe e vai a 5,60% e para 2011 a projeção segue em 4,5%;
Com isso, os contratos futuros de DI abrem o dia com leves ajustes onde o DI Jul10 vale 9,30%, o DI Jan11 10,52%, o DI Jan12 11,78% e o DI Jan13 12,17%.
Já na agenda da semana, as atenções estarão focadas nos dados de 4ª e 5ª feira. Veja os destaques abaixo:
Boa Semana e Bons Negócios!
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Bom dia! 25.03.10
- A maioria dos membros do COPOM decidiu aguardar a evolução do cenário econômico para promover um aperto monetário (alta da taxa);
- Já está em curso a retirada dos estímulos à retomada da economia (isenções fiscais como a do IPI para alguns setores);
- Os cenários de referência e de mercado para o IPCA de 2010 estão sensivelmente acima da meta;
- O Tesouro Nacional poderá comprar moeda estrangeira para quitar dívidas que vencem em até 750 dias. Antes só era permitido antecipar dívidas até 360 dias. Isso aumenta o “apetite” do Tesouro para compra de dólares no dia-adia;
- Recursos captados no exterior por empresas brasileiras (ADRs, Bonds…) poderão permanecer lá fora por tempo indeterminado;
- Acaba a necessidade de autorização prévia para algumas modalidades de câmbio.
Bom dia! 11.09
Bom Dia! 08.09.09
Como os mercados estão operando neste momento:10:47
Após um feriado prolongado para nós e para os norte-americanos, a semana começa com muita notícia boa vinda da Europa.
Do encontro dos primeiros ministros e presidentes de bancos centrais dos 20 países mais ricos do mundo (G-20), ocorrido em Londres na semana passada, ficou a garantia de que os planos de estímulo às economias dos países participantes não deverão ser eliminados antes de 2011.
Mas este mesmo encontro ainda deixa dúvidas acerca da regulamentação do mercado financeiro internacional, principalmente no que diz respeito à utilização de derivativos para alavancagem de posições.
De todas as maneiras, o comunicado final do encontro ainda não foi divulgado e provavelmente deve trazer algo a respeito.
Notícias muito positivas sobre o desempenho econômico no Reino Unido no mês de julho também ajudaram os mercados orientais e do velho continente a operarem em euforia no dia de ontem, mas a grande notícia que agitou os mercados foi à proposta que a Kraft Foods (EUA) fez pela Cadbury (UK), oferecendo cerca de USD 17bi pelo seu controle.
Apesar da recusa da segunda maior empresa de confeitos do mundo (detentora de marcas como Trident, Halls, Chiclets…, além dos maravilhosos chocolates), a leitura que fica é a da volta do apetite das empresas para fusões e aquisições, o que muitas vezes só é possível se existe crédito abundante para financiar estas gigantescas transações.
Para se ter uma idéia, empresas como Nestlé e Hershey’s já começam a se movimentar para entrar na disputa pela Cadbury e ontem a bolsa de Londres subiu 1,68% motivada por este agito no mercado corporativo.
As bolsas da Ásia que subiram fortemente na segunda-feira, com as notícias do encontro do G-20, voltaram a subir hoje com a melhora da confiança empresarial na Austrália e com a alta nos preços de componentes de computadores. Tóquio encerrou o dia em +0,70%, Hong Kong, +2,14% e Xangai, +1,71%.
Já a Europa, depois de registrar alta media de 1,5% na 2ª, hoje opera de forma mais light e sobe 0,40%, em média.
Os futuros em NY apontam para uma abertura das bolsas em Wall Street em alta de 0,8%, enquanto o futuro do IBOVESPA é negociado na BM&F com alta de 1,45%, aos 57.850 pontos.
O Dólar abriu o dia com um GAP de baixa de quase dois centavos, cotado a R$ 1,826., tendência que deve prevalecer com esta mudança generalizada de humor. Vale ressaltar que o nível de R$ 1,82 já demonstrou (num passado não muito distante) ser um suporte razoável para a divisa norte-americana, ou seja, se rompido com facilidade, pode levar a cotação para R$ 1,80 rapidinho!
Os contratos de juros futuros operam em estabilidade, com um pequeno ajuste no Jan12 que vale 10,98%, ante 11,05% da semana passada.
Na agenda da semana o destaque fica por conta da divulgação na China (6ª. feira) do índice de preços ao consumidor, ao produtor, vendas no varejo, produção industrial, balança comercial e investimentos em ativos fixos urbanos, todos referentes a agosto. No entanto, o dado mais importante será divulgado entre 5ª(10) e 2ª (14): novas concessões de crédito.
Nos EUA teremos livro bege do FED (4ª) e confiança do consumidor da Univ. de Michigan (6ª). Antes disso teremos balança comercial hoje.
No Brasil tem a ata do COPOM na (5ª) e o PIB do 2º trimestre (6ª).
Boa semana e bons negócios!
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Bom Dia! o4.09
Dados positivos da economia norte-americana e o estímulo que as autoridades chinesas estão proporcionando ao mercado acionário de lá, via ampliação dos limites operacionais para alguns tipos de investidores, foram determinantes para tirar os investidores do mau-humor em que se encontravam no início da semana.
O número de trabalhadores nos EUA que entraram com pedido de auxilio-desemprego pela primeira vez, caiu em 4 mil na semana que terminou em 29/08, ante expectativa de 5 mil.
O índice de atividade no setor de serviços, embora ainda mostrando contração (menor que 50), subiu levemente acima do esperado: 48,4 ante 48.
O destaque fica por conta de dados de empresas de varejo como a Target, GAP e KHOL´S que apresentaram em agosto vendas melhores que as esperadas, mostrando reaquecimento da economia.
Outro motivo para a melhora de humor é a constante afirmação de autoridades monetárias internacionais alegando que os planos de incentivos ‘a retomada das economias ainda deve durar um bom tempo.
Este discurso deve se fortalecer ainda mais na reunião que começou hoje em Londres, reunindo os presidentes de Bancos Centrais do chamado G-20, ou grupo dos 20 países mais desenvolvidos do mundo. Lá também deve ser discutido o impacto fiscal destes planos de estímulo e medidas de regulamentação dos mercados financeiros internacionais.
As bolsas na Ásia apresentaram novas altas, com destaque para Hong Kong que subiu 2,8% e Xangai que subiu 0,6%. O patinho feio, mais uma vez, foi Tóquio que caiu 0,3% por conta do desempenho de seguradoras.
Na Europa o movimento é de otimismo no aguardo dos números de emprego nos EUA. Analistas acreditam que o ritmo de demissões deve diminuir, mas que o índice de desemprego deve atingir um novo recorde: 9,5%, ante 9,4% em julho.
Agora Londres e Frankfurt sobem 1,3% e Paris sobe 1%.
Os índices futuros em NY apontam apara uma abertura em Wall Street em alta de 0,40%, mas a divulgação dos dados de emprego deve dar o tom do dia.
O índice futuro do IBOVESPA opera em alta de 0,57%, a espera dos dados nos EUA.
O Dólar operou ontem praticamente em queda durante todo o dia, encerrando cotado a R$ 1,866, ou -1%. Ainda assim, a moeda norte-americana apresenta alta acumulada de mais de 2% nos últimos 6 pregões.
Mas qual seria a tendência para o Dólar?
Hoje bem cedinho mandei um interessante artigo sobre o assunto e vale reforçar a percepção de que o movimento é de queda, pelo simples motivo de que existe uma “fila” de oferta pública de ações para este segundo semestre (CETIP, Santander, entre outras).
Estima-se que o montante a ser captado possa superar R$ 13 bilhões e boa parte destes recursos deve vir do investidor estrangeiro que continua em busca de bons retornos avaliando oportunidades do nosso mercado X risco que só melhora!
SAÍRAM OS DADOS DE EMPREGO NOS EUA!
* CORTE DE EMPREGOS – 216 MIL VAGAS, ANTE 233 MIL ESPERADOS;
* TAXA DE DESEMPREGO – 9,7%, O MAIOR DESDE 1983!
A leitura do mercado foi positiva e o Dólar “derrete” para R$ 1,849 (-0,9%).
Os contratos de juros futuros continuam estáticos, à exceção do DI Jan12 que sobe um pouco e é cotado a 11,06%.
LEMBRETE: 2a feira é feriado no Brasil (Independência) e nos EUA (dia do Trabalho), ou seja, hoje o mercado deve MINGUAR na parte da tarde!
O real e o futuro da produção
O real voltou a se valorizar e tudo indica que irá para algo como R$ 1,75 por dólar em futuro próximo.
Desta vez, a valorização decorre muito mais de fatores externos que internos. Embora a taxa de juros ainda seja elevada, a atração da arbitragem (considerando os riscos) é muito menor do que antes, como mostram os dados do mercado cambial. Por outro lado, o dólar tem-se desvalorizado consistentemente contra diversas moedas, e todos os analistas esperam que isso continue nos próximos períodos. Neste caso, a busca por alternativas tem levado, entre outras coisas, a uma forte procura pelas chamadas moedas commodities, grupo que tradicionalmente inclui Austrália, Nova Zelândia, Noruega e Canadá.
A novidade recente é que o real foi incluído nesse clube, não só por conta da relativa resistência à crise, como especialmente porque o País é claramente ganhador na reestruturação produtiva global no quesito cadeias de recursos naturais. Daí decorre uma elevação do fluxo de exportações, nos investimentos diretos e na compra de ações de empresas brasileiras.
Muitos analistas e produtores se inquietam com o novo quadro, resgatando as teses de desindustrialização. Sigo acreditando que há muito exagero nessa percepção, inclusive porque não se pode projetar a frio um momento de ajuste à recessão mundial. Ademais, creio que existe uma clara subestimação do resultado da expansão das cadeias de recursos naturais no dinamismo do aparelho produtivo (revelado pelo breve período de aceleração do crescimento de 2007/2008), em termos de impactos na indústria de bens de capital, nas inovações da engenharia de produtos e de processos, na ligação com serviços de elevada produtividade e no emprego. Uma análise cuidadosa dos novos “players”, das inovações e dos projetos que estão ocorrendo na cadeia da cana-de-açúcar certamente surpreenderia os mais afoitos.
Os analistas da desindustrialização também subestimam a relevância do tamanho do mercado interno, que permite a produção de muitos produtos de forma competitiva, bem como das dificuldades de ter fornecedores distantes quando se utilizam processos de “just in time”. Essas dificuldades vão desde as maiores necessidades de capital de giro, do risco de flutuação das moedas, dos riscos de logística, etc.
É interessante que várias análises recentes apontam que a atual crise internacional está levando a uma revisão e a um encurtamento de certas cadeias de produção, afetando positivamente países como o México. Também é útil aqui lembrar que a queda das exportações de manufaturados brasileiros tem, além do câmbio e outras causas domésticas, muito que ver com a crise de nossos clientes, como atesta a crise da Argentina, o maior deles.
Mesmo após essas observações é evidente que muitos produtores menos competitivos sentem o aperto resultante do movimento do real. Muito mais que o câmbio, a questão central é que o País vem perdendo competitividade ao longo dos últimos anos. Sinais disso podem ser encontrados na contínua elevação da carga tributária e de sua complexidade administrativa, agravada pelo absurdo anúncio da tentativa de aprovação da nova CPMF. Reduções temporárias e localizadas de alíquotas não enfrentam minimamente a questão.
Em segundo lugar, é tedioso, porém necessário, relembrar a questão da infraestrutura logística brasileira. Nem com a avalanche de publicidade oficial dá para esconder que estradas e portos continuam a erodir a competitividade da produção brasileira. Na verdade, tirando a Petrobrás, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) é composto por algo como 80% de fumaça, pedras fundamentais, placas, obras não iniciadas, paralisadas ou atrasadas. Ademais, a energia elétrica está mais cara pela contínua criação de encargos adicionais, resultante, entre outras causas, da construção de usinas movidas a óleo. Na mesma direção vai a regulação complexa e muitas vezes de má qualidade. Em suma, nossa competitividade sistêmica está pior e isso se deve em muito a uma fantástica expansão dos gastos de custeio em vez do investimento, ocorrida nos últimos anos.
O Banco Central pode e deve continuar a elevar as reservas do País. Entretanto, intervenções no câmbio são ações de curto prazo que não encaminham a questão da competitividade ao longo do tempo, que é o que garante, de fato, o desenvolvimento.
*José Roberto Mendonça de Barros é economista da MB Associados
Bom dia! 03.09
O Sol voltou a brilhar!
Depois da suspeita de um início mais nebuloso do mês que carrega o apelido de “setembro negro” por diversos eventos catastróficos que nele aconteceram ao longo dos últimos anos (início da 2a grande guerra, ataque as torres gêmeas, quebra da Lehman..), parece que os investidores estão mais otimistas e voltaram às compras.
Apesar de ontem as bolsas ocidentais terem tido um dia de queda, hoje o mercado amanheceu com a notícia de que as autoridades chinesas devem estimular os investidores à voltarem para as bolsas, fazendo com que estas abandonem o chamado “bear market”, ou canal de queda.
Não dá para entender a atitude das autoridades chinesas, mas no fim, são elas que estão ditando ohumor do mercado, hora anunciando maior controle na oferta de crédito, hora estimulando investimentos em renda variável.
O índice Xangai Composto subiu 4,8% hoje e levou o Hang Seng (Hong Kong) para uma alta de 1,2%. Já o Nikkei (Tóquio) fechou em queda de 0,64%.
Na Europa o movimento de alta é mais tímido popr conta de dados ruins das vendas de varejo, mas mesmo assim a alta média é de 0,25%.
Nos EUA as bolsas receberam bem os dados que registraram queda do número de pedidos de auxílio desemprego e os dados de vendas no varejo, que ficaram em linha.
Agora o DJ sobe 0,41% e o S&P, 0,46%.
A BOVESPA segue o mesmo rumo e sobe 0,6%, depois de ter registrado alta de 1% logo após a abertura, com destaque para GOL e MMX que sobem mais de 2%.
O Dólar abriu com GAP de queda de 0,80%, cotado a R$ 1,866 e agora é cotado a R$ 1,876, com destaque para os gringos que voltaram a montar posição vendida na moeda via contratos futuros negociados na BM&F.
Os contratos de juros futuros se alinharam ‘a manutenção da taxa SELIC decidida ontem na reunião do COPOM e valem 8,63% para Jan10, 9,73% para Jan11 e 11,06% para Jan12.
Bons negócios!
Bom dia!02.09
Não existe notícia boa de economia alguma no mundo que sobreponha o medo de que o “tsunami” vivido pelos mercados financeiros, há um ano atrás, se repita.
Como dito aqui deiversas vezes, o comportamento emocional dos investidores em muitas vezes supera o racional… Bastou entrarmos em setembro para que alguns já começassem a trazer à tona novas especulações sobre eventuais quebra de bancos nos EUA, Europa e em outras praças mundo a fora.
Tá certo que o grupo financeiro CIT Group (não é o banco, por favor!), responsável por grande parte de financiamento corporativo à pequenas e médias empresas nos EUA, anunciou que não pagará o juros de sua dívida que vence no próximo dia 15, ressuscitando o temor dos investidores com bancos que ainda andam na corda bamba, mesmo com toda ajuda recebida por parte do Governo.
Um dado muito forte de desemprego na Europa ajudou a piorar o humor dos investidores e fez com que o dia de ontem provocasse uma sensação de que setembro pode ser um “mês negro”.
Folclores a parte, o bem da verdade é que os ganhos acumulados desde março em ativos de risco (moedas de emergentes, bolsas e commodities) foi muito grande e não será dificil o investidor encontrar argumentos para realizá-los.
Ontem as bolsas nos EUA caíram fortemente, lideradas pelas ações do setor financeiro, provocando um movimento em cascata nas bolsas latinas e hoje pela manhã nas bolsas da Ásia.
O DJ e o S&P perderam cerca de 2%, a BOVESPA se segurou um pouco e só perdeu 1,19%. O Dólar disparou 0,85% e foi fechar acima dos R$ 1,90.
Hoje na Ásia só a China se salvou. Tóquio caiu 2,4%, Hong Kong, importante centro financeiro da Ásia, caiu 1,8% e Xangai subiu 1,2%, após ter apresentado perdas bem maiores que as outras bolsas nestes últimos deias.
Ainda pela manhã saíram dados de crescimento mais forte que o esperado na Austrália, fazendo com que o preço de algumas commodities se recuperassem, sinalizando que hoje o dia deve ser mais leve que o dia de ontem!
De todas as maneiras os investidores ficarão atentos à dados de emprego do setor privado nos EUA (ADP), que servem como prévia para o número oficial (geral) que será divulgado na sexta-feira.
Agora as bolsas na Europa caem entre 0,12% (Londres) e 0,50% (Frankfurt).
Os futuros em NY operam em estabilidade, amparados por divulgação de notas à imprensa onde bancos que andaram “na boca do povo” afirmam que irão cumprir com o cronograma de repagamento dos empréstimos concedidos pelo Governo durante a crise.
A alta das commodities também ajuda, mas a expectativa é com os dados de empregos que saem às 9:30h.
Hoje tem reunião do COPOM e a taxa SELIC deve ficar inalterada em 8,75%.
O Dólar teve um dia bastante volátil, batendo R$ 1,87 na mínima e atingindo a máxima de R$ 1,91, fechando a R$ 1,905.
Na minha opinião, movimentos exagerados tendem a ser corrigidos, ou seja, dólar acima de R$ 1,90 pode ser bom para venda, ainda mais considerando que os fundamentos internos não mudaram e o fluxo de entrada de capital estrangeiro deve se intensificar à medida que novas emissões de ações em bolsa são anunciadas e que os números da economia brasileira confirmem a nossa capacidade de superar os momentos mais complicados da crise instalada há um ano atrás.
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Bom Dia! 01.09.09
A forte queda da bolsa chinesa no dia de ontem somada ao confuso anúncio da nova empresa estatal que irá exploral a camada pré-sal de petróleo no Brasil deram o tom dos mercados no dia de ontem.
Volatilidade no câmbio e muito mal-humor na bolsa.
O movimento se resumiu à fuga dos mercados mais arriscados (bolsas e moedas de emergentes e as commodties) para ativos mais conservadores como os títulos do tesouro norte-americano.
O anúncio do modelo de exploração do pré-sal fez com que as ações da Petro caíssem 3,59%, levando o índice BOVESPA a fechar em queda de 2,10% aos 56.488 pontos.
O Dólar oscilou entre a mínima de R$ 1,869 e a máxima de R$ 1,905, fechando a R$ 1,888, motivado pela formação da PTAX que corrije os contratos futuros de dólar que vencem hoje na BM&F e pelas vendas de ações dos investidores estrangeiros que repratriaram parte de seus lucros.
As bolsas nos EUA seguiram o movimento da Ásia e Europa e também fecharam em queda. O Dow Jones caiu 0,50% e o S&P, 0,81%.
Hoje pela manhã saíram dados sobre o setor manufatureiro na China que animaram os mercados asiáticos, fazendo com que Tóquio encerrasse o dia com alta de 0,40%, Hong Kong, 0,80% e Xangai, 0,60%.
As bolsas na Europa continuam apresentando movimento de realização a partir da percepção que as empresas listadas em bolsa possam estar sobrevalorizadas, considerando a situação real da economia da região X o preço das ações.
A queda média é supeiror a 1%.
Em NY os índices futuros apontam para abertura das bolsas em Wall Street em queda de 0,50%, apesar da estabilidade no preço do petróleo e do Dólar frente as principais moedas.
Por aqui a abertura é um pouco melhor que o esperado com o IBOVESPA futuro subindo 0,50% e o Dólar caindo 0,50%, cotado a R$ 1,879.
Se tudo voltar ao “normal”, devemos ter bolsa para cima e dólar para baixo… será?!
Bons negócios!
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Bom dia! 31.08.09
O último pregão do mês deve trazer mais um dia de fortes realizações no mercado acionário depois que as bolsas na Ásia caíram fortemente, motivadas pelas perdas observadas na China nesta manhã.
Com a vitória do Partido Democatra Japonês, tirando a situação de mais de 50 anos do poder, o Iene se fortaleceu e fez com que investidores asiáticos optassem migrar seus investimentos para este “pequeno porto seguro”, que é o mercado acionário japonês.
Tóquio caiu 0,40% com a força do Iene, Hong Kong caiu 1,86% com a piora dos resultados corporativos chineses e com a preocupação na queda de oferta de crédito naquele país e Xangai despencou 6,7%, pelos mesmos motivos.
Na Europa saiu o número da inflação ao consumidor, que cedeu 0,2% em agosto quando o esperado era uma queda de 0,3%. Este é mais um sinal da recuperação daquela economia. Mas o mal-humor na Ásia afeta o desempenho das bolsas européias que caem cerca de 0,80%. Londres está fechada por conta de feriado.
Nos EUA a preocupação é com o altíssimo nível do desemprego (quase 10%) e nesta semana, mais precisamente na 6a feira, teremos a divulgação do “payroll”, mais importante relatório de emprego dos EUA.
Até lá, conviveremos com o vai e vem dos mercados que estarão atentos aos dados de produção industrial no Brasil (hoje), Reunião do COPOM (4a) onde os membros do comitê deverão manter a taxa SELIC nos atuais 8,75% (4a), reunião do BC da Zona do Euro, que também deve manter as taxas de lá inalteradas em 1% (4a).
Os futuros em NY apontam para abertura das bolsas em Wall Street em queda de média de 0,60%, dvendo afetar a abertura da bolsa paulista, BOVESPA.
Vale lembrar que a BOVESPA e a bolsa da China foram as que mais se valorizaam neste ano. A rentabilidade passa de 70% em USD, ou seja, ajustes são compreensíveis, mas não de uma vez só!
O Dólar deve ter mais um dia de stress, motivado pela expectatvia do vencimento do contrato futuro que vence amanhã na BM&F e pelo eventual fluxo de saída motivado por um movimento de realização mais forte por parte dos gringos, responsáveis por boa parte da valorização do mercado acionário local.
Há quem ache que a moeda norte-americana possa ir até R$ 1,900… Eu acho difícil e mesmo se for será um movimento pontual, levando os vendedores ao mercado!
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Bom Dia – 28.08
Ontem o dia foi de “calor” para quem achava que o mercado iria seguir a direção do otimismo a partir das boas notícias sobre a economia dos EUA.
O Dólar que tinha chegado à mínima de R$ 1,852 na abertura, foi até R$ 1,892 e voltou no final do pregão, encerrando o dia cotado a R$ 1,865, com alta de 0,21% no dia e 1,85% na semana.
Esta alta da moeda norte-americana, muito tem a ver com um forte movimento de REALização, onde os investidores estrangeiros aproveitaram os lucros acumulados em bolsa e venderam suas ações, mandando seus dólares de volta pra casa.
Não devemos desprezar o movimento “especulativo” para a formação da PTAX que irá corrigir os contratos futuros de Dólar que vencem na BM&F na próxima 3ª feira… Os comprados na moeda conseguiram o que pretendiam e puxaram o mercado nestes dois últimos dias para níveis bem superiores aos observados na semana passada. Resta saber se este movimento realmente terminou e se o fluxo de entrada de recursos vai continuar ditando a cotação do Real frente ao Dólar.
Ontem a AE Broadcast divulgou entrevista com o ex-secretário de Política Monetária do Ministério da Fazenda, José Roberto Mendonça de Barros, onde ele afirma não ter dúvidas de que o real vai se valorizar, devendo atingir R$ 1,80 muito em breve. Suas afirmações são fundamentadas através da visão que o mundo está diversificando seus investimentos com outras moedas e ativos como as commodities, principalmente considerando o consumo potencial da China. Por um lado, o Brasil se beneficia por ser uma importante plataforma exportadora de grãos, açúcar, carne e minério de ferro, mas por outro lado, o Dólar mais fraco fará com que setores como têxtil, calçados, petroquímica e máquinas tenham que “ralar” muito para manter a competitividade com outros mercados.
A BOVESPA seguiu o movimento de realização iniciado em Wall Street, mas foi os vendedores daqui estavam com mais ímpeto que os de lá. Os detentores de ações da Petro não gostaram muito das notícias sobre uma possível capitalização da empresa, que pode chegar a R$ 100 bilhões, para exploração do pré-sal.
Depois de perder mais de 1% durante o período da manhã, a BOVESPA acompanhou (parcialmente) a melhora das bolsas norte-americanas e fechou em queda de 0,11, cotada aos 57.703 pontos.
O DJ fechou com alta de 0,39% e o S&P avançou 0,28%, encerrando o dia a 1.030,98 pontos.
As bolsas na Ásia fecharam em sentidos distintos. Enquanto Tóquio subiu 0,60% com ajuda da alta do petróleo, Hong Konh caiu 0,7% e Xangai, 2,9%, influenciados por noticias de falta de liquidez no setor corporativo chinês.
As bolsas na Europa sobem junto com as commodities. Londres, Paris e Frankfurt sobem mais de 1%.
Os futuros em NY sobem cerca de 0,5% a partir de dados que acabam de ser divulgados nos EUA (renda e gastos pessoais) que vieram em linha com o esperado.
O IBOV futuro opera em alta de 0,11%, mostrando que os compradores ainda não voltaram com aquele apetite.
O Dólar abriu em queda, chegou a R$ 1,855, as já é cotado a R$ 1,875… Provavelmente o movimento de formação de PTAX ainda não terminou…
Os juros continuam nos mesmos níveis: 8,62% para Jan10, 9,72% para Jan11 e 11,04% (leve alta) para Jan12.
Bons Negócios e Bom Final de Semana!
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